São Paulo - Um simples erro de direção pode ter causado um dos naufrágios mais famosos da história, alega Louise Patten, autora de um novo livro sobre o Titanic e neta de Charles Lightoller, único marinheiro sobrevivente do desastre. No livro ''Good as Gold'' (''Bom como o Ouro'' em tradução livre), Patten diz que seu avô revelou à sua avó que um erro de navegação - que poderia ter sido evitado- foi o responsável pela morte de 1.517 pessoas em 1912.
Revelada mais de cem anos após a tragédia, a informação teria sido mantida em segredo até agora porque a família temia pela reputação do ex-oficial. De acordo com a neta do marinheiro, ele teria omitido a causa do acidente pelo medo de que isto causaria a falência da empresa proprietária do Titanic, a White Star Line, levando à demissão de todos os seus colegas.
Segundo Patten, seu avô teria revelado que os oficiais tinham tempo suficiente para evitar a tragédia, mas dois erros levaram à famosa tragédia. Quando os marinheiros viram o iceberg que se aproximava, mudaram a rota do navio para a direção errada. Após atingir o iceberg, em vez de aumentar a potência dos motores e continuar navegando, o Titanic deveria ter ficado totalmente parado. Lightoller disse que caso a embarcação tivesse ficado imóvel, menos água teria entrado pelo local atingido pelo iceberg.

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