Eritréia e Etiópia assinarão no domingo, em Argel, o plano de paz da Organização de Unidade Africana (OUA), para pôr fim à guerra entre os dois países, que se enfrentam desde maio de 1998. A Etiópia aprovou oficialmente, anteontem, o texto do acordo, que já tinha sido aceito em 9 de junho pela Eritréia.
Segundo o plano, ‘‘os dois países cessarão todas as hostilidades em terra e no ar imediatamente depois de assinado o acordo’’. O plano da OUA prevê a entrada de uma força de paz das Nações Unidas no território do conflito. Uma ‘‘zona de segurança’’, de 25 quilômetros, será criada no interior do território da Eritréia.
A Chancelaria eritréia avisou que ‘‘a aplicação dos acordos da OUA deve ser verificada, no terreno, em prazos mais breves. A guerra poderia ter sido evitada e só teve como consequências perdas humanas enormes e destruição’’.
Segundo a Eritréia, a Etiópia ‘‘perdeu 90 mil homens’’, dos quais 40 mil teriam morrido nas duas últimas semanas de combates. Mas o governo etíope desmentiu esses números, e afirmou que ‘‘a Eritréia foi vencida, admita-o ou não’’.
O plano da OUA prevê a presença de uma força internacional na fronteira, a retirada das tropas eritréias a 25 quilômetros das posições etíopes no dia da assinatura do plano e a retirada etíope às posições de antes do começo das hostilidades, em 6 de maio de 1998.
A guerra, desencadeada em maio de 1998 por causa de desentendimentos de fronteira, entrara em uma nova fase de combates em 12 de maio do ano passado, com a Etiópia conseguindo deslocar parte da linha de frente do território eritréio.

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