Equipes de resgate acham 330 corpos na Indonésia
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terça-feira, 29 de março de 2005
Folhapress 
São Paulo - Equipes de resgate encontraram ontem 330 corpos na ilha de Nias, uma das mais atingidas pelo terremoto de 8,7 graus que afetou ontem a Indonésia. A Organização das Nações Unidas (ONU) já enviou ajuda para a região.
Segundo o vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, estimativas prévias baseadas na destruição dos prédios nos locais atingidos pelo terremoto apontam que entre mil e duas mil pessoas morreram. Agências humanitárias estimam que cerca de 10 mil pessoas moram próximas ao epicentro do tremor.
Segundo o jornal ''The Jakarta Post'', ao menos 80% da infra-estrutura da cidade de Gunung Sitoli, a maior da ilha de Nias, foi destruída pelo terremoto.
Em Gunung Sitoli, pessoas procuravam na manhã de ontem por sobreviventes em meio aos escombros. Há focos de incêndio em vários locais. O tremor foi registrado a cerca de 200 quilômetros da cidade de Sibolga, às 23h09 (13h09 de Brasília), e durou cerca de três minutos.
Uma réplica de 5,7 graus na escala Richter atingiu ontem a ilha indonésia de Sumatra, informou o Observatório de Hong Kong. Este novo tremor, com epicentro localizado no oceano Índico, a cerca de 620 km ao sul de Banda Aceh (na Indonésia), foi registrado às 07h19 (20h19 de segunda-feira no horário de Brasília). Segundo o observatório, a região será afetada por outras réplicas do tremor nos próximos dias.
Segundo representantes das agências humanitárias no local, é quase impossível obter informações precisas sobre o atual estado da região, pois autoridades locais teriam deixado a costa, se dirigindo ao interior do país logo após o terremoto.
A região afetada pelo terremoto de ontem é próxima do local onde foi registrado o epicentro do tremor de 9,0 graus na escala Richter que provocou um maremoto em 26 de dezembro. As ondas gigantes devastaram a costa de diversos países do sudeste da Ásia e do leste da África. Cerca de 280 mil pessoas são consideradas mortas: 174 mil já foram encontradas, enquanto que 106 mil continuam desaparecidas.


