Equipes de ajuda continuam busca de sobreviventes
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quarta-feira, 27 de janeiro de 1999
France-Presse 
Membros do Exército, da Polícia, do Corpo de Bombeiros, membros da Cruz Vermelha e voluntários retomaram ontem pela manhã os trabalhos de resgate de cadáveres e sobreviventes que continuavam presos entre os escombros.
Segundo o diretor de socorro da Cruz Vermelha, Walter Cote, cerca de metade das casas da Armênia ficaram em ruínas e pelo menos 100 edifícios desabaram ou estão a ponto de cair. Cote afirmou que as equipes de resgate sobrevoaram a área atingida durante a manhã.
O tremor aconteceu às 13H20 locais (16H20 de Brasília) de segunda-feira. Segundo especialistas, o epicentro foi localizado entre os municípios de Obando e Cartago, no departamento de Valle (Sudoeste do país), a 30 km de profundidade.
A Defensora do Povo do departamento colombiano de Quindío (centro-oeste), Piedade Correal, avaliou ontem que mais de mil pessoas morreram em consequência do terremoto. A Presidência da República informou que até o meio-dia o total era de 517 mortos.
Funcionários do escritório de Correal sobrevoaram a cidade da Armênia e vários povoados de Quindío, verificando que a situação é realmente crítica, disse a Defensora do Povo.
Além de Quindío, foi destruída também a zona cafeeira de Risaralda, onde morreram pelo menos 37 pessoas e dezenas de casas e edifícios foram afetados, segundo um relatório entregue à imprensa.
O campus da Universidade de Quindío, foi transformado num anfiteatro, onde jaziam mais de cem mortos e centenas de feridos, constatou a AFP.


