Equipes buscam sobreviventes
Usando equipamentos especiais e cães amestrados, equipes de socorro ainda trabalhavam ontem na remoção de escombros dos edifícios atingidos pela explosão do carro-bomba, na busca de sobreviventes. Vinte e quatro horas depois do incidente ainda havia várias pessoas desaparecidas, na maioria residentes na cidade de 20 mil habitantes.
O total de mortos (28 até as últimas horas de ontem) pode aumentar, disse um membro da polícia local assombrado com grande estrago e também com o estado das vítimas, muitas delas terrivelmente mutiladas (a explosão arrancou e lançou a distância mãos, braços, pernas e outras partes dos corpos das vítimas).
Entre os mortos estão nove crianças. O caso mais triste, lembrou o agente, foi a morte de representantes de três gerações de norte-irlandeses: uma senhora de 65 anos, a filha dela, grávida, e uma neta de 18 meses.
Figuram ainda entre os mortos dois turistas espanhóis - uma mulher de 24 anos e um menino de 10 - e 3 meninos irlandeses de Dublin entre 8 e 12 anos, que estavam ali para visitar o Ulster-American Folk Park, perto da cidade.
O estado de muitos dos 260 feridos é extremamente grave. Cerca de 100 permanecem internados em hospitais da cidade e da capital. Muitos estão desfigurados ou mutilados, disse Laurence Rocke, cirurgião do Royal Victoria Hospital de Belfast, que já cuidou de centenas de feridos da guerra, mas jamais viu quadro igual.
Você mantém a esperança de que não vai mais ver isso, mas..., lamentou ele, para destacar que o quadro de pelo menos 20 pacientes é desesperador.





