Washington- Está ‘‘em estudo’’ a melhor maneira de fechar a prisão de Guantánamo, onde cerca de 250 detentos continuam retidos, e apenas 20 deles foram indiciados, mas nenhuma decisão foi tomada ainda, informou a equipe de transição de Barack Obama à imprensa, ontem.
  O novo presidente americano prometeu, várias vezes durante sua campanha, fechar esse centro de detenção situado em Cuba, símbolo dos excessos ‘‘da guerra contra o terrorismo’’ travada por George W. Bush e criticado pela comunidade internacional.
  Obama nunca chegou a dizer, porém, como iria proceder sobre o tema.
Logo depois de eleito, ele foi pressionado pelas organizações de defesa das liberdades civis para agir rápido, a partir do dia de sua posse, em 20 de janeiro.
  Em anúncio de página inteira, na edição de ontem do jornal ‘‘The New York Times’’, a Associação Americana de Defesa das Liberdades Civis (ACLU) fez exatamente esse pedido. ‘‘Está em estudo. Quando tivermos qualquer coisa a dizer, diremos’’, declarou, nesta terça, o co-presidente da equipe de transição John Podesta, em entrevista coletiva em Washington. Ele destacou, contudo, que fechar Guantánamo é ‘‘complicado’’.
  Na segunda-feira, o conselheiro de Barack Obama para Política Externa negou os boatos de que a equipe de transição deseje criar um novo sistema judiciário. -

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