Um contingente de 150 pára-quedistas britânicos apoiados por helicópteros atacou na manhã de ontem a base de uma gangue de Serra Leoa para libertar seis britânicos e um alto oficial serra-leonês que eram mantidos como reféns desde o dia 15 de agosto.
Na troca de tiros, um dos membros da equipe de resgate morreu e 12 ficaram feridos. O comando britânico matou 25 rebeldes e soltou todos os reféns, que estão a caminho da Grã-Bretanha. Na operação foram detidos 15 homens e 3 mulheres que integravam o bando de captores, denominado West Side Boys, os quais lutam contra o governo e também contra os rebeldes da Frente Revolucionária Unida.
Todos eles, incluindo um dos líderes, conhecido como brigadeiro Kallay, foram entregues à polícia serra-leonesa. Inicialmente eles haviam tomado como reféns 12 pessoas, mas libertaram cinco oficiais britânicos na semana passada. A base rebelde fica numa região cercada por manguezais e uma densa floresta em Occra Hills, a cerca de 70 quilômetros da capital, Freetown.
Os oficiais britânicos planejaram o resgate porque temiam pela vida dos reféns, já que os membros da gangue envolvem-se em bebedeiras e consomem drogas, além de ser acusados de cometerem atrocidades contra os civis. Apesar dessa reputação, o chefe do Estado-Maior da Defesa da Grã-Bretanha, sir Charles Guthrie, disse que eles impuseram uma virogosa resistência ao assalto.
Não se sabe se soldados serra-leoneses participaram da operação, que foi aprovada pelo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, o presidente de Serra Leoa, Ahmed Tejan Kabbah, e a força de paz da ONU no país.
Cerca de 400 militares da Grã-Bretanha estão em Serra Leoa dando treinamento a soldados do Exército do país desde maio do ano passado, quando o governo britânico interveio no conflito interno para evitar que os rebeldes da FRU tomassem a capital, Freetown.
Após a retomado do controle da cidade pelo governo, as tropas britânicas foram substituídos pela força de paz da ONU, só ficando no país o contingente dedicado ao adestramento militar.

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