Equilíbrio marca apuração no Quênia
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quinta-feira, 01 de janeiro de 1998
Das agências Nairóbi 
Apurados pouco mais de 10% dos votos nas eleições no Quênia, marcadas por acusações de fraudes, o atual presidente Daniel Arap Moi, da União Nacional Africana do Quênia (KANU), mostra uma ligeira vantagem sobre seu principal opositor, Mwai Kibaki, do Partido Democrático (PD). Segundo o comitê eleitoral, Moi, de 73 anos, está vencendo nos principais colégios eleitorais e deve conquistar seu quinto e último mandado à frente do governo. O comitê informou ainda que entre 50% e 85% dos quenianos compareceram para votar. A apuração deve se estender por vários dias.
Algumas fontes, porém, assinalam que é grande o duelo entre Daniel Arap Moi, e o ex-vice-presidente Mwai Kibaki. Depois de dois dias de votação caóticos, só haviam sido recebidos em Nairóbi os resultados de 18 jurisdições para o voto presidencial e 13 para o Legislativo, do total de 210 que tem o país, de acordo com a Comissão Eleitoral
Paquistão O candidato do partido governante Muhamad Rafiq Tarar foi eleito presidente do Paquistão ontem, por arrasadora maioria, anunciaram fontes da comissão eleitoral.
Tarar obteve 245 dos 298 votos emitidos pelos membros do parlamento federal em Islamabad, indicou o chefe da comissão eleitoral, Abdul Qadeer Chaudhry.
Com esse resultado, já tem garantida a maioria do colégio eleitoral, composto por um total de 476 votantes, entre os membros do parlamento federal e dos das assembléias provinciais do Punjab, Sindh, Baluchistan e Provincia da Fronteira Noroeste. Os votos destas assembléias provinciais ainda vão ser apurados.
O principal adversário de Tarar, Aftab Shabaan Mirani, da formação opositora Partido do Povo do Paquistão (PPP), liderada pela ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, teve apenas 39 votos.
Tarar, um juiz aposentado de 68 anos, era o candidato da formação governante Liga Muçulmana Paquistanesa e será o nono presidente do país desde sua independência da Grã-Bretanha, há 50 anos.
Tarar está sendo processado por ultrajar a justiça, e a regularidade de sua candidatura foi muito questionada. O processo foi suspenso por causa das eleições, mas agora, se a Justiça decidir contra ele, novas eleições deverão ser realizadas.
A votação de parlamentares federais e regionais nesta eleição para presidente foi uma oportunidade para a líder da oposição, Benazir Bhutto, reunir-se com seu marido, Asif Ali Zardari, que está preso.
Depois de depositar seu voto na urna, a ex-primeira-ministra e seu marido passaram juntos algumas horas numa sala do edifício do parlamento, enquanto que a escolta policial esperava do lado de fora para levar Zardari de volta à prisão de Rawalpindi. Zardari foi eleito para a câmara alta e se encontra em prisão preventiva, à espera de seu julgamento por cumplicidade em um assassinato. O auto de prisão foi ditado pouco depois da queda do governo de sua esposa, em novembro de 1996.


