Foi necessário esperar as últimas semanas de uma campanha eleitoral monótona para que as declarações se tornassem um pouco mais interessantes e criassem um pouco mais de suspense em relação ao resultado da disputa eleitoral que se trava hoje, na Alemanha, entre o chanceler alemão, Helmut Kohl, e o social-democrata Gerhard Schroeder.
Faltando pouco para o pleito, o resultado parece tão pouco definido que inúmeros analistas falam de uma ‘‘grande coalizão’’, uma aliança de circunstâncias entre a União Democrata-cristã (CDU) de Kohl e o Partido Social-democrata (SPD) de Schroeder para garantir uma maioria sólida no próximo Governo.
A disputa acirrada teve início em 23 de agosto passado, apesar da campanha já rolar desde abril de 1997, principalmente depois do anúncio de Helmut Kohl, de 67 anos, de que aspirava um quinto mandato.
Desgastado por 16 anos de poder, afetado pela taxa de desemprego recorde, Kohl era dado como perdedor por unanimidade nas pesquisas. Durante meses fez uso de sua experiência em campanhas anteriores e sua condição de estadista e negou-se aceitar a derrota.
O sorriso de vitória do candidato social-democrata de 54 anos, porta-voz da mudança, também parecia eterno. Mas isso durou até último dia 13 e as eleições regionais da Baviera, reduto conservador do Sul, quando os social-democratas foram surpreendidos pela derrota. Com 52% dos votos, a União Social-cristã (CSU, seção bávara das uniões cristãs) conservou a maioria absoluta de que dispõe há 36 anos.
Kohl, com um novo ânimo, entrou na última semana de campanha em pé de igualdade com Schroeder.

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