Os 7,1 milhões de eleitores equatorianos, que representam 59% da população nacional de 12 milhões, vão eleger hoje o sexto presidente constitucional desde o restabelecimento da democracia em 1979.
Os advogados Jamil Mahuad e Alvaro Noboa são os adversários nas urnas e centram as propostas na moradia e no emprego, mas consideram que o país precisa de educação e saúde para sair do subdesenvolvimento.
Mahuad representa a Democracia Popular (DP), principal força política do Equador, e Noboa, um milionário independente, tem o apoio do Partido Roldosista Equatoriano (PRE) do ex-presidente Abdalá Bucaram.
O novo presidente do Equador, assim que assumir o cargo no dia 10 de agosto próximo, terá de encarar os difíceis problemas econômicos e sociais, além de ter de conviver com as tradicionais disputas de poder com o Legislativo para alcançar a governabilidade.
O favorito O democrata-cristão Jamil Mahuad é o grande favorito das eleições presidenciais de hoje para suceder o presidente interino do Equador, Fabián Alarcón, no período 1998-2002.
Apesar de seu nome completo ser Jorge Jamil, os equatorianos o conhecem simplesmente como Jamil por seu tratamento carinhoso com os cidadãos, especialmente de Quito, cidade da qual é prefeito desde 1992.
Mahuad nasceu no dia 29 de julho de 1949, na cidade de Loja (435 km ao sul e fronteira com o Peru) e está divorciado de Tatiana Calderón, com que teve sua filha Paola. ‘‘Vou me casar se aparecer minha cara-metade’’, disse, recentemente. No entanto, durante a campanha eleitoral, todos ficaram sabendo que Mahuad é pai de um menino de dez anos, que tem seu nome, e cuja mãe é uma jornalista de Guayaquil.
Mahuad é um homem sóbrio, de voz grave, que transmite segurança e conhecimento. Toma decisões rápidas, tem excelente memória e uma grande cultura.
Foi deputado em duas ocasiões e ministro do Trabalho (durante o governo do também democrata-cristão Oswaldo Hurtado), tem título de advogado.
O milionário O empresário Alvaro Noboa, considerado o homem mais rico do Equador, poderá se tornar neste domingo o presidente que levará o país ao século XXI.
Dono de 105 empresas, Noboa aceitou um convite do ex-presidente Abdalá Bucaram, exilado no Panamá, para se candidatar à Presidência para o período 1998-2002.
No entanto, após a primeira rodada eleitoral, Noboa assumiu candidatura própria, declarando independência de Bucaram.
O Partido Roldosista Equatoriano (PRE, populista), liderado por Bucaram, se marginalizou das manifestações de rua de Noboa, mas vários de seus principais integrantes continuaram junto ao candidato.
O candidato nasceu em Guayaquil, porto marítimo mais importante do Equador, em 21 de novembro de 1950.
Sem qualquer experiência política, seus conhecimentos de administração são poucos. Foi presidente da Junta Monetária durante o Governo de Bucaram (de agosto 96-fevereiro 97).

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