Uma ação militar pode por fim ao protesto indígena a qualquer momento depois que o governo deu plenos poderes à força pública para ‘‘restabelecer a ordem no país’’. Forças militares rondam a Universidade Salesiana de Quito onde cerca de 5 mil indígenas montaram um quartel general desde o último dia 29. O governo do Equador anunciou que em virtude do estado de emergência, decretado sexta-feira, a força pública poderá realizar convocações para o Exército, desalojamentos e impedir reuniões públicas em todo o país. Em cadeia de rádio e televisão, o ministro da Defesa, Hugo Unda, declarou que a força pública está autorizada a ‘‘realizar inspeções sem prévia autorização judicial’’ e que qualquer cidadão poderá ser detido em suspeita de envolvimento com o protesto.
Além disso, está proibida toda e qualquer marcha, manifestação ou concentração pública. Será permitido também aos policiais planificar e executar operações de registro e resgate de pessoas sequestradas ou detidas ilegalmente pelos manifestantes. Ao dar a primeira explicação detalhada sobre o alcance do estado de emergência, Hugo Unda declarou que o governo poderá mobilizar todos os recursos necessários para eliminar a especulação e o desabastecimento da população.

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