Equador e Venezuela fecham embaixadas na Colômbia
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domingo, 02 de março de 2008
Das Agências 
São Paulo - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou ontem o fechamento da embaixada da Venezuela na Colômbia e a mobilização de ''dez batalhões'' militares na fronteira entre os dois países. As ações do venezuelano são em resposta a uma operação militar colombiana no Equador contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
''Ordeno de imediato a retirada de todo nosso pessoal da embaixada de Bogotá. Chanceler (Nicolás) Maduro, por favor, feche nossa embaixada e mande que voltem todos nossos funcionários'', disse Chávez. O venezuelano também chamou o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de ''criminoso, mafioso e paramilitar'', e acusou-o de dirigir um ''narcogoverno''.
A pedido de uma participante do seu programa de rádio e televisão ''Alô, presidente!'', o chefe de Estado Venezuelano ofereceu um minuto de silêncio a ''Raúl Reyes'', o porta-voz internacional das Farc morto sábado passado em um bombardeio do Exército colombiano em território equatoriano. Chávez se referiu ao bombardeio como um ''covarde assassinato''.
''Não queremos guerra, mas não vamos permitir que o império nem o seu cachorro venham nos debilitar'', acrescentou, em referência aos EUA e à Colômbia, respectivamente.
Chávez, que mantém uma relação tensa com o presidente colombiano Alvaro Uribe, ordenou em novembro a retirada do seu embaixador em Bogotá, Pavel Rondón, depois da decisão de Uribe de encerrar a mediação do presidente da Venezuela com as Farc em um acordo humanitário.
Soberania
O Equador também retirou ontem seu embaixador em Bogotá, ao considerar como ''transgressão'' a operação colombiana que matou, em território equatoriano, além de Reyes, outros 16 guerrilheiros das Farc.
''O Equador resolver retirar, de imediato, seu embaixador em Bogotá frente aos graves fatos ocorridos na zona fronteiriça, que constituem transgressão dos princípios de soberania e integridade territorial'', informou em nota o ministério do Exterior equatoriano. Fonte da chancelaria afirmou que Quito não está ''rompendo relações'' com Bogotá, apenas reduzindo-as para um nível mínimo.


