Equador e Brasil contra terror
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segunda-feira, 01 de outubro de 2001
France Presse<br> De Quito 
Os presidentes do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, e do Equador, Gustavo Noboa, condenaram o terrorismo, em declaração conjunta divulgada ontem, expressando solidaridade aos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que condenaram os atentados cometidos em Nova York e Washington dia 11 de setembro passado.
''O Equador condena qualquer ato de terrorismo, como condenamos o de Oklahoma (1995) e o de Buenos Aires (contra a Mutual israelita AMIA, em 1994)'', disse Noboa à imprensa, ao lado de FHC. ''Os atos de terrorismo, nos Estados Unidos, não apenas representam uma agressão contra o país, mas contra a comunidade internacional, em seu conjunto'', precisou o presidente equatoriano.
O presidente brasileiro reiterou, no entanto, que apesar desse apoio nem o Brasil nem o Equador se envolveriam em um conflito precisando que a solidaridade será apenas em nível de transferência de informação e de uma vigilância interna ante a ameaça do terrorismo.
Acrescentou que ''a América Latina é um exemplo para o mundo, em termos de convivência pacífica entre nações e povos''.
Noboa e Cardoso também condenaram a morte da ex-ministra de Cultura da Colômbia Consuelo Araujo, assassinada domingo, ao que parece por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em Sierra Nevada de Santa Marta, litoral do Caribe colombiano.
FHC chegou na tarde de domingo a Quito e colocou ontem uma coroa de flores no Monumento dos Heróis na Praça da Independência, em frente ao Palácio presidencial de Carondelet.


