Equador declara estado de emergência
Cerca de mil manifestantes tentaram marchar ontem para o palácio presidencial, em Quito, para pedir a renúncia do presidente do Equador, Jamil Mahuad, mas foram dispersados por policiais com bombas de gás lacrimogêneo. Outra manifestação semelhante foi debelada em Guayaquil e em Cuenca, depois que estudantes tentaram bloquear o tráfego. O governo declarou estado de emergência, convocando as Forças Armadas para manter a ordem e conter os protestos que pedem a renúncia de Mahuad. Soldados fortemente armados formaram um cordão em frente ao palácio presidencial. Segundo uma rádio local, muitos policiais e soldados vigiam as estradas e ruas de Quito. Mahuad, formado em Harvard, já enfrentou três greves nacionais desde sua posse em 1998. Seus críticos o acusam de incompetência na solução da pior crise econômica já vista no Equador.