Equador: aumenta crise e pedidos de renúncia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de abril de 2005
Fabio Castro<br>France Presse 
Quito - As manifestações para exigir a renúncia do presidente Lucio Gutiérrez, que até agora tinham se limitado a Quito, se estendem a outras regiões do Equador, em particular Guayaquil, um dia depois de o Congresso ter destituído os juízes da Corte Suprema de Justiça (CSJ).
Após cinco dias de fortes protestos na capital - com cerca de dois milhões de habitantes -, incluindo panelaços, as províncias costeiras, com Guayaquil à frente, somam-se à insatisfação popular contra o presidente.
Estas novas mobilizações acontecem menos de 24 horas depois de o Congresso ter esvaziado a CSJ, cujos 31 magistrados foram nomeados em 8 de dezembro passado pelo próprio Legislativo - um fato que deflagrou os protestos da oposição.
A grande questão que se colocava ontem no Equador é se esta decisão permitirá reverter uma sentença da CSJ de 31 de março que livrou os ex-presidentes Abdalá Bucaram e Gustavo Noboa, assim como o ex-vice-presidente Alberto Dahik, das acusações de corrupção, o que lhes permitiu retornar dos países onde estavam foragidos.
A oposição pediu com insistência a queda da Corte, e uma vez atingido o objetivo, a dinâmica da insatisfação levou a um clamor político cada vez maior que reivindica a renúncia do presidente.


