Equador anuncia medidas drásticas
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quinta-feira, 21 de abril de 2016
France Presse 
Manta - Com cada vez menos esperança de encontrar sobreviventes nos escombros, o governo do Equador anunciou medidas econômicas drásticas para enfrentar os efeitos do terremoto do dia 16, de 7,8 graus. O terremoto, o mais grave no país desde 1979, deixou 570 mortos e mais de 5,7 mil feridos. Quase 800 edifícios foram destruídos e outros 600 afetados, ao mesmo tempo que estradas e infraestruturas entram em colapso em zonas turísticas. um duro golpe para o país que tem a economia atrelada ao dólar e que foi muito afetado pela queda da cotação do petróleo.
O presidente Rafael Correa, que calculou os danos em US$ 3 bilhões, anunciou o aumento de dois pontos do IVA (de 12% a 14%) durante um ano e contribuições obrigatórias de um dia de soldo para cada mil dólares mensais de salário. Ele também anunciou uma "contribuição de uma só vez de 3% adicional sobre utilidades", assim como "uma contribuição de uma só vez de 0,9% sobre pessoas físicas com patrimônio maior a um milhão de dólares". E informou que o Estado "buscará vender" alguns ativos "para superar os momentos tão difíceis".
As medidas serão somadas a outros aumentos iminentes de impostos, como os da cerveja e cigarros, que devem ser aprovados na Assembleia Nacional., em um país com grandes necessidades de financiamento e que deve enfrentar milionários vencimentos da dívida em 2016. "O tema do terremoto permite (ao governo) tornar muito mais aceitável para a população este tipo de aumento de impostos, que devem ajudar a administra de maneira melhor o ano", disse à AFP o economista Alberto Acosta.


