Pequim A China negou ontem ser a causa da epizootia de gripe aviária que segue se alastrando pela Ásia, fato que levou a Indonésia a ceder às pressões internacionais e ordenar o sacrifício de todas as aves infectadas. ''Pensamos que tal acusação é completamente inexata e sem fundamento'', declarou Zhang Qiyue, porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, ao comentar as afirmações da revista britânica New Scientist de que a gripe das aves provavelmente começou a propagar-se na China no primeiro semestre de 2003. A propagação da doença teria sido facilitada pelo encobrimento de informações por parte das autoridades e por práticas discutíveis dos criadores dos animais.
A China suspendeu as exportações de aves de três regiões afetadas pela epidemia: Guanxi (Sul), Hunan e Hubei (Centro), segundo o Ministério do Comércio, citado pela agência oficial Nova China. As três regiões, que também estão sacrificando as aves, são até o momento as únicas afetadas pela doença. A China continental possui 31 regiões e províncias.
As autoridades chinesas não informaram até o momento nenhuma morte de ser humano relacionada ao vírus no país. Porém, 37 pessoas que estiveram em contato com frangos infectados foram colocadas em isolamento.
Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deseja que a China esclareça a morte de dois moradores de Hong Kong que contraíram a gripe das aves em 2003.
Paquistão sacrifíca O Paquistão, primeiro país do Sudeste asiático contaminado pela gripe das aves, ordenou o sacrifício de todos os frangos infectados sem indenização para os criadores, informou ontem uma fonte do Ministério da Saúde.
Índia proibe importações O governo indiano anunciou ontem que proibiu a importação de qualquer tipo de aves em decorrência da epizootia de gripe aviária que afeta dez países do sudeste asiático.
''A Índia proibiu totalmente a importação de aves de qualquer procedência'', anunciou a ministra indiana da Saúde, Sushma Swaraj.

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