Enquanto milhões de sobreviventes das inundações na China se preparam para passar o inverno em abrigos improvisados, o perigo das epidemias paira sobre as regiões afetadas.
A imprensa chinesa já se ocupa do problema, quando recorda que 90% das 30.000 vítimas das catastróficas inundações de 1954 morreram depois que as águas baixaram, vítimas de doenças contagiosas.
As cheias na bacia do Yangtsé e no Norte da China são apresentadas oficialmente como as mais graves conhecidas no país desde 1949.
Segundo o mais recente balanço, elas provocaram mais de 3.000 mortos e afetaram em diversos graus 220 milhões de pessoas, ou seja, um quinto da população chinesa.
Nas últimas semanas, milhões de pessoas tiveram de ser evacuadas e estão instaladas em abrigos improvisados ou em prédios públicos.
A situação é particularmente grave no Nordeste, onde a temperatura começou a baixar nos últimos dias, fazendo com que a situação de milhares de refugiados instalados em barracas seja particularmente difícil.
Ontem, as autoridades sanitárias chinesas reconheceram pela primeira vez que havia casos de febre tifóide e que a disenteria havia aumentado rapidamente na região.
Há quinze dias, a imprensa chinesa informou sobre casos de cólera nas regiões inundadas da Mongólia Interior.
No entanto, oficialmente, no momento a China não reconhece qualquer epidemia em grande escala, situação confirmada pela maioria das organizações humanitárias estrangeiras na região.
Mas o temor persiste para as próximas semanas, quando a água começará a baixar e quando ficará visível a realidade dos danos, com poços ou sistemas de canalização completamente poluídos.France PresseLutaCivis e militares trabalham juntos tentando erguer diques, com sacos de areia, para reduzir efeito das enchentesElisabeth Zingg
France Presse

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