São Paulo - Stephen Bosworth, o enviado americano para a Coreia do Norte, se reuniu ontem, em Seul, com autoridades sul-coreanas para estudar os meios para aliviar as tensões na península coreana -que, há algumas semanas, passou por um bombardeio, exercícios militares sem precedentes e trocas de ameaças de guerra.
Bosworth enfatizou na véspera, ao chegar a Seul, que negociações são o ponto central da estratégia em torno da Coreia do Norte. Segundo um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bosworth e os dirigentes sul-coreanos devem avaliar a situação em relação ao desenvolvimento do programa nuclear norte-coreano e as respostas futuras.
Os encontros de ontem vieram depois de sinalização, das duas Coreias, de que diálogo de paz é possível. Questionado do lado de fora da sede da Chancelaria se Washington colocava pressão na aliada Coreia do Sul, Bosworth disse simplesmente ''Nunca''. O enviado americano enfrentou ainda um protesto de sul-coreanos contra a política dos EUA e da Coreia do Sul na porta do prédio.
Tensões na península aumentaram depois de um bombardeio norte-coreano, em 23 de novembro, na disputada ilha de Yeonpyeong, na Coreia do Sul, que matou dois fuzileiros navais sul-coreanos e dois civis.
A Coreia do Sul prometeu retaliar contra a Coreia do Norte se fosse provocada novamente e o Norte ameaçou declarar guerra se seu território fosse violado. Pyongyang, contudo, decidiu não reagir aos maiores exercícios militares sul-coreanos na fronteira, realizados em dezembro.

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