Enviado do papa a Cuba pede fim de restrições
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Folhapress 
São Paulo- A dias da escolha do sucessor de Fidel Castro no comando de Cuba, o secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, chegou a Havana para uma visita oficial de seis dias e disse esperar que sua presença dê ''novo impulso'' às relações entre a Igreja Católica e o Estado para que os religiosos possam atuar ''com a devida liberdade''.
A viagem -feita a convite do governo da ilha- é em comemoração aos dez anos da visita do papa João Paulo 2º (1934-2005), em 1998, marco do catolicismo pós-1959, até então pontuado por episódios de perseguição a padres e proibição da comemoração do Natal, por exemplo, ainda que o Vaticano e Cuba nunca tenham rompido relações diplomáticas.
Em discurso a bispos cubanos, Bertone disse que promover um ''espírito de respeito e entendimento mútuo'' permitirá à igreja ''levar a cabo plenamente sua missão, estritamente pastoral (...) com a devida liberdade''.
O número 2 do Vaticano, que foi recebido no aeroporto anteontem pelo chanceler cubano Felipe Pérez Roque, levou a Havana uma mensagem do papa Bento 16, na qual ele faz alusão às restrições à igreja ainda vigentes na ilha, que devem estar na pauta das conversas entre Bertone e o governo.
Entre elas, está o desejo da igreja de aumentar o número de sacerdotes em Cuba (embora em crescimento, são menos da metade dos que eram 1959); ampliar os meios de mídia próprios; e ter permissão para visitar cadeias.


