Enviado à Síria pede solução de conflito
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012
France Presse 
Damasco - O enviado internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, instou ontem os protagonistas do conflito sírio um acordo para acabar com a guerra civil, após se reunir em Damasco com o presidente Bashar al-Assad. Este encontro ocorre no dia seguinte à morte de 60 pessoas em uma padaria em uma cidade rebelde do centro do país, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Insurgentes e autoridades acusam-se mutuamente pelo ataque .
Após 21 meses de violência, que deixou mais de 44 mil mortos, de acordo com o OSDH, o enviado especial da ONU e da Liga Árabe manifestou a sua preocupação ao chefe de Estado, contestado desde março de 2011, afirmando que espera que ''todos as partes se pronunciem a favor de uma solução para todo o povo sírio''.
''Assad expressou suas opiniões sobre a situação e eu relatei os meus encontros com líderes da região e do exterior'', acrescentou o diplomata argelino, nomeado ao cargo em setembro.
Brahimi discutiu recentemente com líderes americanos e russos, cujas posições são diametralmente opostas sobre o conflito. Os Estados Unidos cobram a saída de Assad, enquanto a Rússia apoia o regime de Damasco.
Em sua última visita à Síria, que remonta a meados de outubro, o enviado se reuniu com Assad e vários altos funcionários, com quem havia negociado o estabelecimento de um cessar-fogo para a festa muçulmana de Al-Adha, uma trégua que nunca foi respeitada.
'Suicido político'
Enquanto a comunidade internacional alerta para o possível uso de armas químicas pelo regime sírio, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmou ao canal Russia Today que tal atitude seria ''suicídio político''. De acordo com especialistas, a Síria tem estoques de armas químicas que remontam à década de 1970 e que é o maior do Oriente Médio, com centenas de toneladas. Já Damasco tem afirmado regularmente que ''no caso de'' possuir as armas, nunca as usaria.
No domingo, o dia da chegada de Brahimi, 198 pessoas foram mortas na Síria, entre elas 120 civis, de acordo com o OSDH, que conta com uma ampla rede de ativistas e médicos civis e militares em todo o país.


