Um envelope contendo pó branco enviado ao vereador Jamil Janene (PDT) causou um rebuliço na Câmara Municipal de Londrina, ontem à tarde. A suspeita de que o material estivesse contaminado pela bactéria antraz fez com que os bombeiros e peritos do Instituto de Criminalística (IC) isolassem a área e desinfetassem o gabinete do vereador.
Segundo o perito criminal, Marco Antonio Otta, as três pessoas que tiveram contato com o pó terão que fazer exames médicos e tomar antibiótico específico contra a bactéria que já matou uma pessoa e infectou pelo menos 40 nos Estados Unidos (EUA).
Para recolher a carta com segurança um bombeiro usou um macacão de ar comprimido semelhante a de um astronauta. O frisson foi tão grande que interrompeu o trabalho da Câmara. Apesar da possibilidade de ser uma brincadeira de mau gosto, os policiais não puderam abrir mão das técnicas de praxe. Antes de deixar o prédio, o bombeiro que recolheu a carta, já envolvida num saco plástico, tomou um banho de água com cloro.
Segundo Otta, o material será analisado pelo IC de Curitiba e depois pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Janene não chegou a tocar no envelope e muito menos na carta que ele trazia. ''Pode ser que seja apenas uma brincadeira. Estou tranquilo porque Deus está comigo'', afirmou o vereador que é filho de libaneses muçulmanos.
A correspondência foi postada na quarta-feira, tinha como remetente Elebias Torres e Caixa Postal 666. Janene garante que não conhece esta pessoa e que não tem motivos para ser ameaçado.

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