A população dos países mais ricos do mundo está envelhecendo tão rapidamente que a combinação de menos trabalhadores, consumo menor e a necessidade de dar atenção aos velhos condenará muitas nações a uma recessão permanente, advertiu o especialista Paul Hewitt, diretor da iniciativa global sobre envelhecimento, coordenada pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, com sede em Washington.
''Talvez essa seja a tendência mais importante na primeira metade do século XXI'', disse Hewitt, que participou em Tóquio de uma conferência do centro. ''Grande parte do mundo industrializado se encontrará em uma recessão permanente, o que chamamos de recessão pelo envelhecimento.''
A conferência contou com a participação do ex-vice-presidente dos EUA Walter Mondale, do ex-primeiro-ministro japonês Ryutano Hashimoto e do ex-presidente do Banco Central da Alemanha, Karl Otto Pohl.
Em sua exposição, Hewitt apresentou um panorama aflitivo sobre o futuro da economia mundial, enquanto as taxas de nascimento caem simultaneamente na Europa, Japão e em algumas outras nações, como a China.
Citando cifras da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, Hewitt disse que o crescimento econômico no mundo industrializado será paralisado em 2010 caso as nações não modifiquem radicalmente suas políticas trabalhistas, sociais e fiscais.

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