A entidade de direitos humanos Human Rights Watch, por meio de seu diretor em Washington, Tom Malinowski, disse ser improcedente o argumento da CIA segundo o qual as gravações, se não fossem destruídas, exporiam a represálias os agentes envolvidos nos interrogatórios.
Outro integrante daquela entidade, Jeniffer Daskal, afirmou que o que ocorreu ''foi a destruição de provas'' de algo que comprometeria os agentes que praticaram ilegalidades.
Em Londres, a Reprive, entidade que defende suspeitos de terrorismo mantidos pelo governo americano em Guantánamo, disse que ''é um crime destruir provas''.
Stafford Smith, advogado de sete prisioneiros, afirma que a tortura torna mais difícil a abertura de julgamento, já que os réus relatariam ao Judiciário as sevícias sofridas.
Jamil Jaffer, diretor da American Civil Liberties, distribuiu comunicado em que afirma que ''a CIA aparentemente acredita que seus agentes estão acima das leis'' a serem respeitadas.
A Human Rights First, outro grupos de direitos humanos, afirma que a destruição das provas sobre o uso de métodos ilegais de interrogatório ocorrem no momento em que o Congresso americano estuda leis que reforcem a proibição da tortura ou do tratamento desumano de prisioneiros. (Folhapress)

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