Entidade denuncia mortes de jornalistas na AL
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segunda-feira, 16 de novembro de 1998
France Presse 
Os assassinatos não esclarecidos de nove jornalistas, oito no Brasil e um na Argentina, foram assinalados no informe fornecido ontem à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) pelo coordenador da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, Carlos Molina.
Os trabalhos preparatórios da 54ª Assembléia da SIP, amanhã e depois em Punta del Leste, a 140 km de Montevidéu, começaram ontem no principal balneário uruguaio.
Entre os países do Cone Sul, o documento indica que na Argentina, quase dois anos depois do assassinato do fotógrafo José Luis Cabezas, não houve nenhum avanço na investigação.
Na Bolívia, sete repórteres de televisão foram espancados pela polícia quando cobriam um incidente em um presídio de Santa Cruz. Além disso, a polícia de fronteiras impediu a entrada de quatro jornalistas argentinos em território boliviano e tentou confiscar seu equipamento.
No Brasil, está ainda sem esclarecimento o assassinato de oito jornalistas. Também foram registradas ameaças, assaltos e casos judiciais contra vários deles.
No Chile, uma lei sob estudo no Congresso limitaria a capacidade da imprensa para informar, assim como o acesso à informação. Contra dois jornalistas foram aplicadas sentenças de prisão com direito a sursis por terem supostamente caluniado um ex-juiz da Corte Suprema.
No Paraguai, o Senado ratificou uma controvertida lei que proíbe a propaganda oficial paga nos meios de comunicação. E também um governador de província foi acusado de intimidar os jornalistas que trabalhavam em uma reportagem sobre corrupção em seu cargo anterior.
No Uruguai, a iminente aplicação do novo Código Penal causou preocupação nos meios de comunicação. A nova legislação exige que as pessoas implicadas em um caso penal não sejam identificadas.


