Entidade denuncia fraude e exige lisura no 2º turno
Associated Press
De Lima
A organização civil independente Transparência denunciou ontem a existência de mais votos registrados nas atas eleitorais do que o total efetivamente depositado nas urnas nas eleições de domingo no Peru, e exigiu novas regras do jogo para garantir a limpeza do segundo turno.
A Transparência ressaltou que um informe oficial do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), divulgado quando haviam sido tabulados 86,77% dos sufrágios, mostrava que 9.282.464 pessoas haviam votado, mas, ao mesmo tempo, contabilizava 10.659.792 votos. Essa diferença de cerca de 1,4 milhão é maior que a vantagem que, segundo os dados oficiais, o presidente Alberto Fujimori obteve sobre Alejandro Toledo.
Essa discrepância só pode vir de duas fontes: alguém que aumentou os votos para alterar a ata, ou alguém que acrescentou votos nas urnas de forma fraudulenta, disse o secretário-geral da Transparência, Rafael Roncagliolo.
Se se repetirem as condições do primeiro turno, será algo impossível de validar, advertiu o chefe da missão observadora da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-chanceler guatemalteco Eduardo Stein. Entretanto, Stein assinalou que os números oficiais são consistentes com contagens paralelas feitas por sua equipe e pela Transparência (que mostrava Fujimori com 48% e Toledo com 41%).





