Enterro desencadeia confrontos
Os enfrentamentos, durante os quais o exército recorreu a helicópteros de combate para evacuar os colonos, entre os quais mulheres e crianças, deixaram um morto em cada lado e vinte feridos.
Como sempre, foi durante o enterro da vítima palestina que se acendeu o rastro de pólvora em toda a Cisjordânia.
Quinze mil palestinos totalmente furiosos participaram do enterro de Zahi al Ardah, alguns dos quais gritavam o nome do movimento xiíta libanês Hezbolá, cuja maneira de atuar inspira numerosos palestinos.
Depois de enterrá-lo, cerca de mil manifestantes, alguns armados, marcharam sobre uma posição do exército israelense, ao qual atacaram com pedras e garrafas.
Os soldados responderam primeiro com bombas de gás lacrimogêneo e com balas de borracha, antes de abrir fogo com balas reais, matando um adolescente de 14 anos.
A situação degenerou quando os palestinos armados com fuzis de assalto entraram nos confrontos. Outros três palestinos morreram quase simultaneamente atingidos por tiros do exército israelense.
Ao mesmo tempo, incidentes semelhantes aconteceram em outras cidades da Cisjordânia, deixando um saldo de cinco mortos em Jenin, Qalquiliya, Ramalá, Salfit e Tulkarem.
Houve também violentos enfrentamentos na região de Belén (Cisjordânia), onde helicópteros israelenses metralharam o povoado de Beit Sahur.





