ENRIQUECIMENTO DE URÂNIO - Presidente do Irã diz que não renunciará à energia nuclear
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou na semana passada que seu país não renunciará jamais à energia nuclear pacífica, no dia em que expirou o prazo dado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para a suspensão das atividades de enriquecimento de urânio (processo que pode tanto produzir combustível para usinas de energia quanto material bélico). Teerã (capital do Irã) afirma que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos, e se nega a interrompê-los. Os EUA acusam o Irã de usar seu programa para desenvolver uma bomba atômica. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deveria confirmar se o Irã continua com suas atividades ligadas ao enriquecimento de urânio, mesmo que em quantidades baixas, contrariando assim as exigências do CS da ONU. A declaração de Ahmadinejad sinaliza mais uma vez que a ONU terá de enfrentar nova negativa do país em acatar o prazo-limite para a interrupção das atividades nucleares iranianas. No início de agosto, o CS da ONU deu 30 dias de prazo para que o Irã respondesse a um pedido formal de interrupção de enriquecimento de urânio, sujeito a punições. O chefe da AIEA, Mohamed El Baradei, deveria enviar ontem ao CS um relatório para explicar se o Irã cumpriu ou não com as exigências contidas na resolução 1.696, adotada pela ONU em 31 de julho. Caso contrário, o CS pode adotar medidas apropriadas em virtude do artigo 41 da Carta das Nações Unidas, que não implica o uso de forças armadas.
Em 29 de julho de 1957 foi estabelecida a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) como uma organização autônoma no centro das Nações Unidas. O seu objetivo é a promoção do uso pacífico da energia nuclear e o desencorajamento dos usos para fins militares de armas atômicas.
Homenagem ao planeta Urano, é um elemento químico de símbolo U e de massa atômica igual a 92. À temperatura ambiente, o urânio encontra-se no estado sólido.
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