Enigma do pianista com amnésia é desvendado
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segunda-feira, 22 de agosto de 2005
Folhapress 
São Paulo - O suposto pianista encontrado em abril numa praia britânica e que ficou conhecido mundialmente como o ''homem do piano'' já voltou para seu país, a Alemanha. Segundo o tablóide sensacionalista ''Daily Mirror'', sua história é uma fraude.
A identidade dele ainda não foi revelada, mas já se sabe que é um alemão, de 20 anos. De acordo com o ''Mirror'', ele disse ser gay, ter perdido o emprego em Paris, o que o teria levado a viajar de trem para o Reino Unido, e que tentava se matar quando foi encontrado.
O tablóide, baseando-se em informações de uma fonte anônima do hospital em que o alemão estava internado, afirmou que ele já havia trabalhado numa instituição psiquiátrica e sabia como se passar por alguém com problemas mentais e que não tocava piano, mas apenas usava uma única tecla.
O ''Mirror'' publicou que autoridades da área de saúde cogitam processar o alemão, por causa do gasto que provocou durante seu período internado. O homem contou ainda aos médicos, de acordo com o ''Mirror'', que tem duas irmãs e que seu pai é proprietário de uma fazenda na Alemanha.
Para voltar ao seu país, no último sábado, ele conseguiu uma nova documentação na Embaixada da Alemanha em Londres. A representação diplomática não quis fornecer mais dados sobre o caso e só afirmou que se tratava de alguém que havia perdido os documentos.
O hospital psiquiátrico em que esteve internado também não quis fornecer seu nome. Durante a internação, foram cogitadas e descartadas várias identidades para o homem, que se negava a falar. Quando encontrado, ele não portava nada que o pudesse identificar.
Também foi divulgado que o alemão entretinha os funcionários do hospital, porque era um pianista muito bom, o que o levou a passar a ser conhecido como o ''homem do piano''.
Outro fato foi que, ao ser receber o pedido para que desenhasse alguma coisa, fez o desenho de piano segundo o ''Mirror'', ele disse que foi a primeira coisa que lhe havia vindo à cabeça para desenhar. Esses comportamentos motivaram ainda especialistas a acharem que se tratasse de um caso de autismo.


