Engenheira do PR avalia danos de terremoto na Itália
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segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Vítor Ogawa<br>Grupo Folha 
Engenheira civil formada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Cristiane Szabo faz parte do grupo de avaliadores de danos de terremoto do Conselho Nacional de Engenheiros Italianos. Moradora da região Marche, que foi atingida pelos tremores na quarta-feira (26), ela relatou que no domingo não se encontrava na cidade em que reside. "Estou em Luca, Toscana. Não senti o terremoto de hoje (30), porém, no de quarta-feira feira, com magnitude 5,4 e 5,9, eu estava em Macerata Feltria, minha casa", relata.
Sobre o terremoto de domingo, às 7h40 do horário local, ela relata que atingiu as cidades de Norcia e Cassia com uma magnitude de 6,5. Cristiane afirma que existem muitas cidades que foram atingidas pelo primeiro tremor e que edifícios foram interditados por motivo de segurança. "Cidades de certa maneira longe, como Ancona, tiveram 20 feridos" - conta.
Segundo ela, desta vez o epicentro foi a 5 km da cidade de Norcia. "Ainda não há um número exato, porém são mais ou menos 100 mil pessoas que não podem retornar para casa. Não têm mortos ou desaparecidos, somente feridos que não correm risco de morrer", ressalta.
Ela revela que em Castelsantangelo sul Nera, cidade já atingida em agosto, o prefeito está desesperado. "Aqui o cemitério é vertical e alguns caixões saíram das tumbas com o tremor. O sismo foi a uma profundidade de 10 km abaixo da terra".
Cristiane Zsabo nasceu em Arapongas e estudou Engenharia Civil na Universidade Estadual de Londrina na década de 90.


