Montevidéu - A polícia uruguaia recebeu diversas denúncias de mortes suspeitas após a prisão de dois enfermeiros acusados do homicídio de 16 pacientes, enquanto as autoridades anunciaram investigações administrativas nos hospitais onde os assassinatos ocorreram.
O caso de dois enfermeiros processados no domingo à noite pelo homicídio de ao menos 16 pacientes, tendo uma enfermeira como cúmplice, horrorizou a sociedade uruguaia - onde não há antecedentes de casos deste tipo - e comoveu o setor médico, especialmente nas duas instituições onde as mortes ocorreram.
''Já estão chegando mais denúncias, estamos trabalhando com cada uma'', disse o delegado Angel Rosas, do Diretório Geral de Luta contra o Crime Organizado e da Interpol, a cargo da investigação.
''Isso gera muita comoção pública e pessoas que tiveram dúvidas sobre a morte de algum de seus familiares nestes hospitais se preocupam e se dirigem à polícia'', completou.
Até agora não foi comprovado que os acusados - um dos quais confessou 11 assassinatos e o outro cinco - executaram suas vítimas de forma coordenada. De qualquer forma, ''os dois enfermeiros e a enfermeira trabalhavam todos juntos em um hospital, de forma que se conheciam'', disse Rosas.

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