Enfermeira americana é liberada de quarentena compulsória
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terça-feira, 28 de outubro de 2014
Folhapress 
São Paulo - A enfermeira americana Kaci Hickox, colocada em quarentena em um hospital em Nova Jersey depois de voltar da África, não apresentou sintomas de ebola e pode completar o período de isolamento em casa, disse o governador do Estado, Chris Christie, nesta segunda.
Hickox chegou aos EUA pelo aeroporto de Newark Liberty , na sexta-feira, mesmo dia em que autoridades de Nova York e Nova Jersey decidiram adotar a quarentena compulsória para funcionários de saúde vindos dos países afetados pelo ebola na África. "Ela estava feliz", disse o advogado Steven Hyman, que falou com a enfermeira por telefone. "Ela quer que este calvário termine. Ela quer voltar para a sua vida." Hickox será levada para sua casa no Maine, segundo o Departamento de Saúde de Nova Jersey.
A enfermeira, que voltava de Serra Leoa, onde trabalhou com os Médicos Sem Fronteiras no tratamento de ebola, disse no domingo que iria abrir um processo contra a quarentena, alegando violação dos seus direitos constitucionais.
Segundo a decisão de Nova York e Nova Jersey, os funcionários de saúde deveriam permanecer isolados durante 21 dias (tempo máximo de incubação do vírus) em suas casas e seriam examinados duas vezes ao dia. No domingo, após pressão da Casa Branca, o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, derrubou a exigência de quarentena obrigatória.
A Casa Branca havia criticado a decisão dizendo que isso desestimularia que americanos fossem combater o ebola na África. A medida foi tomada depois das notícias de que Craig Spencer, um médico americano diagnosticado com o vírus, passeou pela cidade de Nova York nos dias antes de ser internado. Ele estava trabalhando na Guiné até o dia 12 de outubro.
Os Estados de Illinois e Flórida também tomaram medidas similares às adotadas por Nova York e Nova Jersey.
SUSPEITA
Um menino de 5 anos de idade foi colocado em isolamento no hospital Bellevue, em Nova York, devido a possíveis sintomas de ebola, de acordo com notícias veiculadas nesta segunda-feira. O garoto, que chegou aos Estados Unidos no sábado a partir da Guiné, estava com uma febre de 39 graus, noticiou a rede ABC News.


