O ônibus espacial Endeavour decolou, ontem, do centro Kennedy, perto de Cabo Canaveral, Flórida, para missão de onze dias destinada à construção da Estação Espacial Internacional, ISS – sigla em inglês. O ônibus espacial levantou vôo às 14h41 locais (16h41, hora de Brasília) em condições climáticas ideais, deixando no céu azul da Flórida uma coluna branca de fumaça. Sua chegada à ISS está prevista para amanhã, a uma altura de 311 km.
‘‘Boa sorte e divirtam-se com a estação espacial internacional’’, disse aos astronautas o diretor de lançamento da Nasa, Mike Leinbach.
O dia estava excelente para o vôo, mas não apenas por causa do bom tempo. É que ontem se celebrou o 30º aniversário do lançamento da primeira estação espacial da história. Em 19 de abril de 1971, a União Soviética enviou ao espaço a Salyut 1.
A diferença entre aquela época e hoje é impressionante, dada a composição da tripulação da Endeavour. Os astronautas são originários de quatro países e compõem a tripulação de maior diversidade internacional da história.
A missão tem por objetivo instalar o braço robô canadense Canadarm2 na parte externa da estação e levar um novo módulo italiano, Raffaello.
A tripulação de sete astronautas inclui o canadense Chris Hadfield, treinado para dirigir uma saída ao espaço durante a missão, com o que se tornará o primeiro canadense a caminhar no espaço.
O italiano Umberto Guidoni, da Agência Espacial Européia (ESA) e o cosmonauta russo Yuri Lonchakov, compartilham o módulo habitacional do Endeavour com quatro astronautas americanos.
A tripulação do Endeavour terá como primeira tarefa instalar na parte externa do laboratório americano Destiny o longo braço (de 17,6 metros) Canadarm2, fornecido pelo Canadá. Trata-se de uma versão mais longa e sofisticada do Canadarm1, presente há vários anos nos ônibus espaciais e que serve para tirar do depósito as diferentes cargas levadas pelas naves.
Estão programadas duas saídas ao espaço, uma para fixar o braço e realizar as conexões necessárias. Serão realizadas pelo americano Scott Parazynski e pelo canadense Chris Hadfield. Uma terceira saída poderá ser feita, se for necessário, o que será decidido pelos próprios membros da tripulação, face às circunstâncias.

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