O ministro israelense de Justiça, Yossi Beilin, afirmou ontem que um acordo final de paz com os palestinos é possível para as próximas semanas. A declaração foi feita pouco antes da partida das delegações israelense e palestina para Washington.
‘‘Não quero criar ilusões afirmando que já existe um acordo e que basta firmá-lo, mas há possibilidades razoáveis de chegar a um acordo nas próximas semanas’’, declarou Beilin.
As delegações israelense e palestina, que vão para a capital norte-americana nesta semana, devem conversar em separado com o governo dos Estados Unidos. O processo de paz encontra-se paralisado desde o encontro em Camp David, em julho passado. O número de mortos no conflito entre israelenses e palestinos, deflagrado em setembro, já subiu para 342. Os palestinos lutam pelo controle da Faixa de Gaza e Cisjordânia e para a criação de um estado independente. Além disso, eles também reivindicam parte de Jerusalém para sediar a capital da nova nação.
DesafioA Autoridade Palestina exortou ontem as pessoas a desafiarem Israel e festejarem o Natal em Belém (Cisjordânia), lugar onde nasceu Jesus Cristo segundo a Biblia, em solidariedade com as vítimas da Intifada (revolta).
‘‘As pessoas devem se posicionar e vir a Belém. Vamos ver se nesse caso Israel dispara contra civis!’’, disse à imprensa Nabil Qassis, ministro de estado encarregado das festividades de Belém 2000.
‘‘Os festejos natalinos sempre se realizaram em Belém desde o nascimento de Cristo e continuará sendo assim’’, acrescentou.
Qassis precisou, no entanto, que os festejos se limitarão a celebrações religiosas em solidariedade com as vítimas da Intifada.
‘‘As festas serão reduzidas a celebrações religiosas e não haverá festejos populares já que as famílias de luto não podem festejar quando morreram mais de 300 mártires’’, prosseguiu.
A Intifada deixou 344 mortos desde 28 de setembro, em sua imensa maioria palestinos.

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