A posição do novo governo americano sobre a delicada questão da mudança climática é esperada com impaciência por ocasião da reunião de cúpula do G8 sobre o meio ambiente, que será realizada em Trieste (Itália), a partir de hoje e até domingo. ‘‘Todo mundo espera para ver se Washington vai manifestar uma posição clara a respeito das negociações sobre o clima’’, comentou um funcionário do ministério japonês do Meio Ambiene, encarregado de preparar a reunião de Trieste.
Esta é a primeira reunião internacional do Governo de Bush em termos de meio ambiente, recordam as principais organizações ecológicas em carta dirigida aos ministérios da União Européia. ‘‘Os ministros do Meio Ambiente do G8 têm uma grande responsabilidade e uma ocasião de reativar o dinamismo das negociações’’, declararam o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Greenpeace e a Rede Ação Clima Europa.
O G8 é formado pelos Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Rússia.
O novo presidente americano expressou durante a campanha eleitoral sua oposição ao protocolo de Kyoto, que impõe aos países desenvolvidos reduções em suas emissões de gases causadores do Efeito Estufa.
A aplicação do protocolo sem os Estados Unidos, o maior produtor do mundo de gases causadores do Efeito Estufa, reduzirá muito os efeitos da luta contra esta mudança climática.
O protocolo de Kyoto, acordo internacional de 1997, não foi aplicado ainda, e as negociações a respeito estão bloqueadas desde o fracasso da última conferência internacional sobre o clima, realizada em novembro passado, em Haia.
Os Estados Unidos e os países europeus não conseguiram chegar a um acordo em Haia sobre as modalidades de aplicação do protocolo, em particular sobre os chamados ‘‘sumidouros de carbono’’ (florestas de terras agrícolas).

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