O primeiro colóquio internacional sobre ‘‘AIDS e religião’’ deplorou, em seu documento final, a desigualdade no acesso às novas terapias entre o norte e o sul. O colóquio, que reuniu em Dacar 250 participantes de todo o mundo, convidou a comunidade internacional e as empresas farmacêuticas ‘‘a fazer de 1998 o ano em que os novos medicamentos começarão a ser maciçamente postos a disposição das pessoas doentes de AIDS, principalmente na Ásia’’.
Os participantes no colóquio fizeram estas observações depois de constatar que as novas terapias eram extremamente caras (16.000 dólares por pessoa por ano), sobretudo para os doentes que vivem no hemisfério sul, que constituem 94% dos 23 milhões de pessoas infectadas com o vírus HIV em todo o mundo.
Na inauguração do colóquio, o presidente Abdou Diouf do Senegal estimou que não se pode ter ilusões a respeito de ‘‘uma vitória decisiva sobre a AIDS’’ enquanto os países do terceiro mundo não tiverem acesso a medicamentos de última geração. O colóquio insta as diferentes comunidades religiosas a aumentar seu envolvimento na prevenção.

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