QuitoDoze presidentes da América do Sul, inclusive da Guiana e do Suriname, se reunirão amanhã e sábado em Guaiaquil (oeste do Equador), durante um momento de deterioração geral no subcontinente, considerado por analistas como o mais crítico nas últimas décadas. O colapso da economia argentina provocou uma onda expansiva de crise.
Os países sul-americanos continuam tendo, além disso, alta dependência de suas exportações dos produtos primários. Ademais, a concretização a médio prazo da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) impulsionado pelos Estados Unidos, representa um risco maior de entrada em seus mercados dos produtos mais competitivos e de melhor preço, o que poderá prejudicar muitas indústrias nacionais.
Nesse ambiente de crise generalizado e onde há a percepção de que os sistemas democráticos não beneficiaram as maiorias, os povos reclamam uma profunda mudança de rumo na luta contra a pobreza e a corrupção.
Na agenda da cúpula sul-americana, os presidente planejam avaliar a iniciativa de integração da infra-estrutura regional decidida há dois anos no Brasil e analisar outros temas da atual conjuntura regional e internacional.
Entre eles, o fortalecimento e a consolidação da institucionalidade democrática, o terrorismo globalizado, o narcotráfico e a arquitetura financeira internacional.

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