Encontro motiva familiares de reféns das Farc
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
France Presse 
Bogotá - O encontro de amanhã em Bogotá entre os presidentes de Venezuela e Colômbia, Hugo Chávez e Alvaro Uribe, respectivamente, renova as esperanças dos familiares de 45 reféns das Farc, embora o ambiente seja pouco favorável, devido às posições opostas das partes envolvidas.
Chávez aceitou desempenhar o papel de mediador entre os representantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do governo colombiano, na tentativa de buscar um acordo humanitário entre ambos os lados. Este seria voltado para a troca dos sequestrados por cerca de 500 rebeldes presos, conforme proposto pelo grupo insurgente.
Como um primeiro passo nesse sentido, Chávez recebeu no último dia 20, em Caracas, parentes das vítimas, entre eles, Yolanda Pulecio, mãe da ex-candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt. Yolanda disse estar esperançosa com a gestão de Chávez, acrescentando que, na reunião em Caracas, ele se mostrou um ''homem sincero e comprometido com o tema'' da troca humanitária.
''Estou otimista e confiando em que saia algo positivo (disso)'', comentou, em conversa ontem com a AFP. Ela disse ainda estar à espera de Chávez ''para ver se Uribe reage''. ''Ele (Chávez) é um líder na América Latina, a quem Uribe não pode dar o tratamento que tem dado a nós (os familiares dos reféns)'', completou.
Já Marlene Orjuela, porta-voz dos familiares dos policiais e militares mantidos em cativeiro pelas Farc, está menos otimista, embora também considere o encontro entre Chávez e Uribe ''muito importante''. ''Somos moderadamente otimistas. É uma possibilidade que o presidente Uribe abre (com a mediação de Chávez)'', disse Marlene.
Em entrevista publicada no domingo, no jornal argentino ''Clarín'', Raúl Reyes, segundo no comando da guerrilha, agradeceu a Chávez por sua vontade de mediar o conflito, mas descartou que a troca possa se realizar em território venezuelano. Reyes aproveitou para enviar um recado a Uribe, reafirmando a exigência de desmilitarização das localidades de Pradera e Florida, no departamento de Valle (sudoeste).


