O presidente americano George W. Bush chegou ontem a Liubliana (Eslovênia) para participar à tarde de sua primeira reunião com o presidente russo Vladimir Putin, que deve girar em torno das diferenças sobre o sistema de defesa antimísseis. Pouco depois do dirigente americano, Putin chegou ao aeroporto de Liubliana, vindo de Moscou.
Antes de se encontrar com Putin no castelo de Brdo, a cerca de 30 km ao Norte da capital eslovena, o presidente americano reuniu-se com o primeiro-ministro esloveno, Janez Drnovsek, e com o presidente deste país, Milan Kuçan. Ambos receberam Bush e sua esposa Laura no aeroporto de Liubliana.
A cúpula russo-americana começou às 14h45 locais (12h45 GMT) com entrevistas muito restritas. Depois, foram abertas às outras autoridades das delegações.
Ainda que não fosse esperado um acordo formal durante esta reunião, a expectativa era que os dois presidentes pudessem se conhecer melhor. Foi uma prova crucial para o futuro das relações russo-americanas.
Na sexta-feira, durante a etapa anterior em Varsóvia, Bush estendeu a mão ao presidente russo e tentou diminuir a importância das diferenças entre Washington e Moscou. ‘‘Trata-se prioritariamente e antes de tudo de desenvolver a confiança nos outros. Não me conhece e não o conheço também’’, explicou Bush, acrescentando que a definição da relação entre os dois vai evoluir com o tempo.
Por sua vez, Putin vai insistir nos temas de segurança. O projeto de defesa antimísseis de Bush, que implica na renegociação do tratado antimísseis ABM russo-americano de 1972, é refutado e Putin insistirá nos temas de segurança que não aceita.
‘‘Espero que em Liubliana consigamos fazer uma aproximação em conjunto para definir a nova arquitetura da segurança mundial’’, declarou nesta sexta-feira. ‘‘Os Estados Unidos, um dos nossos interlocutores mundiais mais importantes, são nosso principal associado em questões de estabilidade estratégica’’, acrescentou.
Antes da chegada de George Bush à Eslovênia, entre 200 e 300 manifestantes antiglobalização e anarquistas se concentraram num parque do centro de Liubliana para protestar contra a visita. Este tipo de manifestação marcou todas as etapas da viagem do presidente norte-americano pela Europa.

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