O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, e a secretária de Estado americana Madeleine Albright conseguiram um acordo ontem em Paris para acabar com a violência, segundo um diplomata israelense.
Segundo o acordo, os palestinos não permitirão que manifestantes se aproximem de áreas sensíveis em Ramalá, Naplusa, e Netzarim, onde aconteceram muitos confrontos nos últimos sete dias, precisou o chefe israelense.
Também haverá ‘‘leves modificações na mobilização das forças israelenses’’ perto das cidades palestinas e terão que respeitar as regras para abrir fogo.
O terceiro ponto prevê uma avaliação da situação conjunta com chefes de segurança israelenses e palestinos, assistidos por representantes da Agencia Central de Inteligencia (CIA) dos Estados Unidos.
A reunião tripartite de Paris aconteceu num ambiente tenso. Arafat ameaçou até abandonar a casa do embaixador dos Estados Unidos, onde conversava com Barak e Albright.
O presidente francês, Jacques Chirac, avaliou ontem à noite que as conversações do encontro de Paris entre Yasser Arafat e Ehud Barak significam ‘‘um passo considerável’’ para ‘‘retorno da calma’’ nos territórios palestinos.
O presidente francês, que acabava de receber na residência oficial vários participantes dos encontros de Paris, afirmou que ‘‘a prioridade é restaurar o diálogo’’ entre os dois protagonistas envolvidos.
Chirac ressaltou especialmente o papel da secretária de Estado americana, Madeleine Albright.
‘‘O presidente Yasser Arafat e o primeiro-ministro Ehud Barak se sentaram na mesma mesa e buscaram conjuntamente voltar ao caminho da paz. É um passo considerável que deverá permitir o retorno à calma, que desejamos de todo o coração, em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém’’, disse Chirac.
‘‘No fundo, conseguimos progressos e medidas destinadas ao fim da violência, o que é, evidentemente, um passo prévio para a retomada do necessário processo de paz’’, acrescentou.
‘‘As conversações continuam amanhã (hoje) no Egito, em Charm el Cheij, e desejo que sob o mesmo ânimo construtivo que, finalmente, presidiu as discussões de Paris. A França está feliz por ter dado sua contribuição para a paz’’, concluiu o chefe de Estado.
Os Estados Unidos não confirmaram oficialmente ontem o acordo entre Yasser Arafat e Ehud Barak em Paris, e as conversas seguem, disse um diplomata americano.
‘‘As partes mantêm intensas reuniões bilaterais e tripartites, mas não afirmamos que há um acordo nesse estágio’’, agregou.
‘‘As conversas continuam nesse momento. As partes buscam os meios para acalmar a violência e voltar a encaminhar para o processo de paz’’, acrescentou o chefe americano.
Antes, uma fonte israelense afirmou que Barak e Arafat tinham conseguido um acordo numa difícil reunião em Paris para acabar com a violência, que deixou 72 mortes desde quinta-feira passada em Israel e nos territórios palestinos.
Arafat, Barak e a secretária de Estado americana, Madeleine Albright, chegaram à residência oficial, onde se reuniram com o chefe francês, Jacques Chirac, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Ao sair se cumprimentaram e posaram para fotos.

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