Encontrados fósseis de hominídeos de 6 milhões de anos
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
France Presse De Nairóbi 
Os restos fósseis de hominídeos que viveram há seis milhões de anos foram encontrados recentemente no Noroeste do Quênia. Estes são os fósseis de hominídeos mais antigos descobertos até o momento, conforme anunciou ontem, em Nairóbi, uma equipe de paleontólogos.
Até este anúncio, os restos mais antigos eram os encontrados em Aramis (Etiópia), com 4,5 milhões de anos.
Pedaços de um maxilar com dentes, dentes soltos, ossos do braço, da perna e um dedo foram encontrados em um estrato de seis milhões de anos, anunciou o comunicado da Expedição Queniana de Paleontologia.
O primeiro espécime foi encontrado em Kapsomin, no distrito de Baringo, em 25 de outubro passado, segundo o comunicado.
Estudos preliminares dos ossos do braço e do dedo mostram que o hominídeo de Kapsomin era ágil e subia em árvores, enquanto o estudo dos ossos da perna indica que era bípede quando estava em terra.
Os dentes indicam que provavelmente se alimentava de frutas de casca dura, entre outros alimentos. Os caninos são menores do que os de um macaco, mas mais grossos do que os do homem de hoje, segundo os paleontólogos.
A Expedição Queniana de Paleontologia é um projeto de cientistas franceses e quenianos que há vários anos tem divergências de ordem profissional com outra equipe local, o Projeto de Paleontologia (BPP), organizado pela Universidade de Yale (EUA) e a administração dos Museus Nacionais do Quênia. Reconheço essa descoberta, a equipe é brilhante e tem muita experiência, declarou o vice-diretor de Museus Nacionais do Quênia, Mzalendo Kibunjia.


