Encontrado na pista metal que não pertence ao Concorde
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de agosto de 2000
Associated Press De Paris 
Os peritos franceses que investigam a causa da queda do avião supersônico Concorde na semana passada, na qual morreram 113 pessoas, disseram ontem ter encontrado na pista do aeroporto um pedaço de metal que não pertencia ao avião acidentado.
De acordo com o Escritório de Investigações de Acidentes (BEU) da França, parte do Ministério dos Transporte, as marcas deixadas pelo avião na pista do aeroporto Charles de Gaulle indicam que o aparelho se desviou para a esquerda enquanto avançava na pista.
O BEU se limitou a informar que o pedaço de metal encontrado tem cerca de 40 centímetros de comprimento.
Oitenta e seis das 113 vítimas do acidente foram identificadas, o que permitiu a retirada do primeiro corpo do Instituto Médico-Legal (IML) ontem.
Quatro médicos forenses, dois radiologistas e cinco dentistas realizaram a perícia médica, radiológica e da arcada dentária.
Clandestino Um taitiano que viajou como clandestino no compartimento do trem de pouso de um avião da companhia Air France, procedente de Papeete (Taiti), foi hospitalizado na noite de anteontem, em estado crítico, em Los Angeles.
Funcionários da manutenção descobriram o homem em seu esconderijo pouco depois da aterrissagem do vôo 71, no aeroporto internacional de Los Angeles, às 19h50 (23h50 de Brasília), informou Jim Wells, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
O clandestino foi levado para o Centro Médico da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Está sendo tratado de hipotermia severa e por enquanto não está consciente, disse um porta-voz do hospital, David Langness.
O compartimento, que durante o vôo guarda o trem de pouso, não é pressurizado. Geralmente, os aviões comerciais voam a cerca de 35 mil pés (10. 670 metros), onde as temperaturas estão abaixo de zero grau centígrado.


