SÃO PAULO, SP - Os serviços de resgate do Texas entraram, nesta segunda-feira (7), no quarto dia de buscas de pessoas desaparecidas em meio a alertas para novas inundações. As enchentes que devastaram o estado no sul dos Estados Unidos deixaram um total de ao menos 81 mortos e 41 desaparecidos.

As cheias repentinas foram causadas por tempestades que começaram na tarde de sexta-feira (4). O episódio já é uma das enchentes mais mortais dos EUA nos últimos cem anos.

A cidade de Kerrville, no condado de Kerr, foi a mais afetada, registrando 68 óbitos, incluindo 28 crianças. O Camp Mystic, um acampamento cristão de verão só para meninas, confirmou na manhã desta segunda que ao menos 28 campistas e monitoras morreram. O local, às margens do rio Guadalupe, ficou sem energia, água e sinal de internet.

Os socorristas ainda enfrentam a possibilidade de novas chuvas nesta segunda.

Segundo meteorologistas, tempestades em áreas já saturadas de água podem provocar novas inundações repentinas.

A Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema) foi acionada após o presidente Donald Trump declarar emergência federal. Aviões e helicópteros da Guarda Costeira dos EUA também ajudam nas buscas. Trump, que afirmou no domingo (6) que provavelmente visitaria o Texas na sexta-feira (11), já havia expressado planos para reduzir o papel do governo federal na resposta a desastres naturais, transferindo mais responsabilidades para os estados.

A gestão do republicano promoveu uma série de cortes na Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa, na sigla em inglês), órgão de previsões e alertas que abriga o Serviço Nacional de Meteorologia.

Questionado sobre se os cortes do governo prejudicaram a reação ao desastre, Trump rebateu as críticas no domingo. "Aquela situação da água, isso tudo é, e foi, realmente algo herdado do governo Biden". Mas eu não culparia Biden por isso também. Apenas diria que isso é uma catástrofe que acontece uma vez a cada cem anos."

mockup