Empresas se mobilizam com doações
Das agências
Rio- As cenas trágicas que se seguiram ao terremoto estão estimulando empresas brasileiras e multinacionais a enviar doações e mão de obra especializada para o Haiti. Além de ajudar, seguindo suas políticas de responsabilidade social, as empresas se credenciam para participar da reconstrução do país. Construtoras como a Odebrecht e a OAS, que já têm atividades na região, deverão ter papel importante nas obras emergenciais.
A OAS estava construindo uma rodovia no país. A empreiteira disponibilizou seus funcionários e equipamentos para ''qualquer ação emergencial e de ajuda humanitária'', segundo nota. Já a Odebrecht não estava lá, mas é a maior construtora em operação na República Dominicana. A empresa ofereceu, em caráter de doação de serviços, dez máquinas escavadeiras com operadores para trabalhar na desobstrução de vias, remoção de escombros e busca de corpos. No entanto, com dificuldades de organização da fronteira, as máquinas só chegaram ao país na noite de sábado.
Governo amplia
O governo federal vai liberar R$ 35 milhões para o atendimento à população do Haiti. Convertido pelo câmbio de ontem, o montante representa aproximadamente US$ 19,8 milhões, volume maior do que os US$ 15 milhões anunciados na semana passada pelo governo.
A liberação do dinheiro deverá ser publicada hoje por meio de Medida Provisória, que fará a abertura do crédito extraordinário que possibilitará a participação brasileira na implementação de ações de ajuda e de projetos humanitários no país.
A União Europeia anunciou ontem que elevará para 122 milhões de euros sua contribuição para os esforços humanitários no Haiti, incluídas as doações de seus 27 integrantes, e prometeu dar 300 milhões de euros para a reconstrução do país.
O bloco foi especialmente duro na exigência de mais coordenação na utilização dos fundos em campo, ecoando preocupações manifestadas pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pelas agências humanitárias envolvidas e por analistas e observadores.





