São Paulo - As empresas começam a traçar planos estratégicos para enfrentar eventuais rupturas no fornecimento de gás para as suas fábricas. O gás da Bolívia abastece diversas unidades fabris no país, de setores como papel e celulose, petroquímica, bebidas e alimentos.
A AmBev, empresa dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, informou ontem que decidiu realizar um levantamento em suas fábricas para medir o impacto da falta do gás em seu esquema de produção.
A Coca-Cola disse que já trabalha com a possibilidade de usar o gás GLP (ou gás de botijão) ou o óleo BPF (específico para a queima das caldeiras de unidades fabris) em sua fábrica em Minas Gerais. Isso pode pressionar o custo da empresa e, logo, refletir nos preços do seu refrigerante, informa a companhia.
Paulo Ludmer, da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), lista os setores que mais dependem do consumo de gás para manter suas fábricas funcionando: vidro, petroquímica, fertilizantes, papel e celulose, cerâmicas e alimentos. Os associados da Abrace são responsáveis por 40% do consumo de gás natural no Brasil. Ludmer diz que os industriais estão preocupados, mas não há, por enquanto, um plano para enfrentar a interrupção do fornecimento.

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