Los Angeles - Empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como Facebook, Apple, Google e Microsoft, lamentaram e criticaram nesta terça-feira (5) a decisão do presidente Donald Trump de encerrar o programa de Ação Diferida para os Chegados na Infância (Daca, na sigla em inglês), que tinha protegido da deportação 800 mil jovens imigrantes sem documentos. A informação é da EFE.

O procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, anunciou o fim do programa, sancionado em 2012 pelo ex-presidente Barack Obama. A suspensão do Daca passa a valer daqui seis meses, período que o Congresso terá para regularizar a situação desses jovens, conhecidos como "dreamers" (sonhadores).

Várias vozes do mundo empresarial e do setor de tecnologia já tinham pedido, na semana passada, por meio de uma carta conjunta, que esses jovens não fossem deportados. Depois da decisão de Trump, vários empresários foram hoje às redes sociais para criticar a medida.

"É um dia triste para o nosso país. A decisão de encerrar o Daca não é só equivocada. É particularmente cruel oferecer o 'sonho americano' aos jovens, animá-los a deixar as sombras e confiar no nosso governo e, depois, puni-los por isso", escreveu o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, em sua própria rede social.

Para Zuckerberg, esses jovens imigrantes são "amigos" e "vizinhos" que contribuíram para melhorar a economia e as comunidades americanas. "Pude conhecer alguns 'sonhadores' nos últimos anos e sempre me impressionei com sua força e determinação. Eles não merecem viver com medo", disse o fundador do Facebook.

Já o diretor-executivo da Apple, Tim Cook, afirmou em uma carta enviada aos trabalhadores da empresa estar profundamente consternado com o fato de que 800 mil americanos, incluindo 250 funcionários da própria Apple, possam estar prestes a ser expulsos do país que eles chamam de lar. "Os 'sonhadores' contribuem para nossas companhias e comunidades tanto quanto eu e você. A Apple lutará para que eles sejam tratados como iguais", expressou Cook em mensagem no Twitter.

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