Empresários são poucos na comitiva
Iaundê, Camarões - O governo brasileiro já comemora o aumento do comércio com a África, que cresceu em mais de 40% desde a posse do presidente Lula, mas os empresários ficaram praticamente de fora da visita de cinco dias iniciada ontem por Camarões. ''Queríamos trazer uns 30 mas só vieram seis ou sete empresários'', constatou o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, para quem os países têm potencial de R$ 1 bilhão em negócios.
Um dos motivos da ausência de empresários foi a dificuldade de lomoção entre os cinco países a serem visitados por Lula. Os empresários ficaram de fora, mas alguns convidados de Lula tiveram seus lugares assegurados no avião ''sucatinha'' (um boeing 737-200) da presidência da República. Foi o caso da ex-ministra Benedita da Silva que, ao lado do deputado Reginaldo Germano (PL-BA), desembarcou em Iaundê juntamente com os ministros Humberto Costa (Sa© úde), Gilberto Gil (Cultura) e Matilde Ribeiro (Política e Promoção de igualdade Social). Outra dificuldade para incluir empresários na comitiva foi a necessidade de o Planalto mobilizar várias equipes para a viagem.
O mesmo avião que trouxe os ministros fez uma escala em Guiné-Bissau para deixar um grupo de assessores que vai preparar a visita de quarta-feira. A idéia do ministro Luiz Furlan é, depois da viagem, organizar uma missão para aprofundar o intercâmbio comercial com Camarões, Nigéria, Gana, Guiné-Bissau e Senegal. Segundo ele, a visita presidencial agora significa uma abertura do canal e servirá para tirar a temperatura para se saber a extensão dos interesses e iniciar as negociações com os técnicos. ''O que a gente pretende é, a partir da luz verde dos presidentes, buscar alternativas'', disse o ministro, acrescentando ser preciso agora ter uma agenda pró-ativa com visitas ''para lá e para cá''.





