Cidade do México - O empresário da cantora mexicana Gloria Trevi, Sergio Andrade, chegou esta sexta-feira à noite na Cidade do México, depois de ter sido extraditado pelas autoridades brasileiras, constatou a AFP no aeroporto da capital.
Andrade chegou ao aeroporto da capital mexicana em vôo comercial da Varig, sob forte esquema de segurança.
Após ser examinado pelos médicos do terminal aéreo, o empresário pediu justiça: ''Espero que a justiça seja feita, não pela televisão e outros meios de informação, mas através das leis e da Constituição, e que meu caso e o caso de Trevi sejam esclarecidos''.
O empresário disse que não queria voltar para o México porque estava com medo de sofrer um atentado, e não porque temesse enfrentar a justiça mexicana.
Para receber Andrade, as autoridades mexicanas armaram um grande esquema de segurança na capital e em Chihuahua, onde ele ficará detido. ''A segurança e o bom tratamento do empresário estão garantidos no México'', afirmou o vice-procurador do estado, Jesús Antonio Piaón.
Por precaução, ele será transferido de helicóptero do aeroporto de Chihuahua ao Centro de Readaptação Social de Aquiles Serdán (Cereso), onde está presa a cantora Gloria Trevi. ''É o mesmo Cereso, mas as alas dos homens e das mulheres são completamente separadas. Os dois não terão nenhuma oportunidade de se ver enquanto estiverem presos'', destacou o diretor da penitenciária, Rafael Nieto.
A extradição de Andrade, acusado no México de sequestro, corrupção e estupro de menores, quase não acontece por causa de um recurso apresentado por seu advogado, Geraldo Magela.
O pedido de habeas corpus apresentado esta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil foi negado.
Em telefonema à AFP, o advogado avisou que vai processar o Estado brasileiro por ''negligência'': ''Semana que vem, vou apresentar uma ação contra a União para que indenize meu cliente''.
Andrade foi preso junto com Trevi e a dançarina María Raquenel Portillo, em 13 de fevereiro de 2000 no Rio de Janeiro, onde viviam ilegalmente.
A cantora Gloria Trevi foi extraditada em dezembro do ano passado, meses depois de Raquenel Portillo.

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