Bagdá - Militantes islâmicos libertaram nesta quarta-feira sete caminhoneiros que mantinham em seu poder, depois do pagamento de um resgate estimado em mais de meio milhão de dólares, enquanto que tiros de morteiro 'saudaram' a abertura das sessões no Parlamento interino no Iraque.
Segundo a notícia divulgada pela rede de TV Al-Arabiya, os reféns, que passaram seis semanas em cativeiro, receberam aulas de religião. Os sequestradores, por sua vez, se declararam vitoriosos por terem forçado a empresa kuwaitiana que os empregava a encerrar as atividades no Iraque.
Entretanto, o presidente da Kuwait Gulf and Link (KGL), Saeed Ismail al-Dashti disse a jornalistas que as atividades no Iraque não foram paralisadas. Ele confirmou o pagamento de resgate pelos reféns.
A libertação dos caminhoneiros aconteceu um dia depois que 12 nepaleses foram mortos brutalmente por seus sequestradores, o que foi motivo de protestos e violência em Katmandu, capital do Nepal.
Os caminhoneiros - três indianos, três quenianos e um egípcio - foram soltos na cidade de Fallujah por um grupo que se autodenomina Brigada Bandeiras Negras do Exército Secreto Islâmico (SIA, sigla em inglês), segundo um correspondente da AFP.

mockup