Empresa de magnata sueco, multada em R$ 450 mi, nega infrações na Amazônia
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sábado, 07 de junho de 2008
France Presse 
Londres- As acusações de desmatamento ilegal na Amazônia, praticado por uma empresa do magnata sueco Johan Eliasch, ligado ao premier britânico, Gordon Brown são ''falsas e sem fundamentos'', declarou à AFP uma fonte próxima do multimilionário.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em 450 milhões de reais a empresa Gethal, propriedade de Eliasch desde outubro de 2005, por ter cortado 230 mil árvores sem autorização do governo brasileiro.
''Essas acusações são falsas, fabricadas e sem fundamento'', declarou a fonte.
''A Gethal foi condenada por não ter respeitado seu plano de atividade, elaborado pelos antigos proprietários, que previam a exploração da floresta no Amazonas'', destacou. Segundo essa fonte, a empresa não recebeu nenhuma notificação das autoridades brasileiras sobre a multa.
''A Gethal não tem intenção de aceitar (a multa). Ela irá combatê-la nos tribunais'', afirmou a mesma fonte, classificando de ''absurdo'' a decisão do Ibama.
''A Gethal não cometeu nenhuma infração, nenhum dano. O verdadeiro problema é político e se refere às terras de estrangeiros na Amazônia'', acrescentou a mesma fonte.
Johan Eliasch, de 46 anos, empresário com nacionalidade sueca e britânica, é dono do grupo esportivo Head e conselheiro de meio-ambiente do premier britânico.
Ele é ainda um dos fundadores da Cool Earth, uma organização de proteção ao meio-ambiente especializada na floresta amazônica.
No final de maio, o governo brasileiro indicou ter aberto uma investigação sobre as atividades da Cool Earth na Amazônia.


